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Depoimento: funcionário desmotivado.

Há algum tempo, no início de 2019, lembro-me de receber um jovem executivo, extremamente chateado, para uma sessão de coach.



A frustração dele, que atuava na área de Recursos Humanos de uma multinacional, era ocasionada pois na reunião de resultados da empresa, o presidente havia elogiado apenas o setor comercial, por trazer grandes clientes. Meu coachee relatou, então, que havia passado o fim de semana tentando resolver um problema grave de Recrutamento e Seleção, mas parecia que ninguém dava importância para isso. Esse tipo de frustração é comum entre funcionários que se esforçam e não recebem o devido reconhecimento que desejam.

Como lidar com a desmotivação e a falta de reconhecimento?

Vou ser sincera, não há uma fórmula mágica para resolver isso. Assim sendo, o melhor caminho é adotar um forte pragmatismo, aliado a uma avaliação das opções disponíveis na situação. Voltemos ao caso do meu coachee. Falei para ele se colocar na pele do presidente, imaginar a pressão que ele devia estar sofrendo por resultados e que, por isso mesmo, o desempenho da área comercial deve ter sido um ponto de muita felicidade para ele.

Há ainda a possibilidade de que o presidente nem tivesse conhecimento do problema que meu coachee trabalhou tanto para resolver. Também precisa ser considerado o fato de que o trabalho do RH é mais de backstage, ou seja, na hora de se analisarmos o balanço financeiro da empresa, geralmente a estrela será a área comercial, raramente o RH. Pense, na seleção brasileira, quem é ovacionado é o Neymar quando faz gol, ou o médico que garante que o Neymar esteja em boa forma? Ainda mais em um momento de crise e dificuldades para obtenção de novas receitas, as comemorações serão voltadas para quem consegue vender mais e reter clientes.

Expliquei para meu coachee que ele não deveria esperar efusivas comemorações pelo seu trabalho, pois elas não virão. Ter isso em mente ajuda a não criar expectativas. A ele cabia, agora, escolher entre três caminhos a trilhar.

Primeiro Caminho:

Se desmotivar, diminuir o ritmo de trabalho e externar publicamente sua frustração.

Segundo Caminho:

O outro é entender a situação, se colocar no lugar do presidente. Continuar no ritmo forte, propor mudanças que tragam mais receitas e ter a certeza que entregou o seu melhor a cada jornada de trabalho.

Terceiro Caminho:

Ou, finalmente, depois de uma análise criteriosa. Começar a usar seu Networking para tentar mudar de empresa. Sempre lembrando que o mercado aprecia profissionais que entregam resultados. Estes reclamam pouco e trabalham forte independentemente da situação que estão enfrentando no momento.

Foi por isso que sugeri ao executivo que seguisse o segundo ou o terceiro caminho. Externar suas frustrações pode propiciar um alívio momentâneo, mas não vai gerar resultados benéficos para a empresa ou para ele próprio. A ação é o que importa, tomar uma atitude baseado em suas convicções e na análise da situação colocada, é o que realmente fará a diferença.

Por isso, se nesse momento você não está se sentindo reconhecido, mesmo trabalhando forte e se dedicando diariamente, reflita sobre suas opções e escolha aquela que faz mais sentido com o seu plano de carreira e lembre-se: eu estou aqui para te dar também um novo caminho: o de permanecer onde você está e começar a ter voz de ação. Para dar o primeiro passo, eu sugiro que você se inscreva nesse webinário ao vivo, online e gratuito.

Até logo,

Tati Souza



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