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Quem você é?

Há um provérbio oriental que diz: “Homens fortes criam tempos fáceis e tempos fáceis geram homens fracos, mas homens fracos criam tempos difíceis e tempos difíceis geram homens fortes”


São fases que se complementam, cada qual com sua particularidade, completando assim um ciclo.


Sou da geração “Baby Boomers”, os nascidos logo após a segunda guerra mundial. Por isso acredito que contribuí para a primeira fase de: “Homens fortes que criaram tempos fáceis”.

Hoje temos uma geração resultante dos tempos fáceis. Pegaram tudo pronto e mesmo assim reclamam de tudo. A geração do “mi mi mi”.


Tudo que se fala ou escreve corre o risco de ser considerado discriminação, preconceito e até mesmo “bullying”, sempre dependendo do ponto de vista do outro lado.


Saudades do meu tempo de infância onde não existia essa preocupação. Ter um apelido fazia parte da convivência entre os amigos. Chamar alguém de Gordo, Varetão, Negão, Quatro Zóios, entre tantos. Isso era rotina e não causava nenhum transtorno.


Eu mesmo tinha, ou melhor ainda tenho o meu: “Ratinho”. Ainda hoje alguns amigos me chamam carinhosamente assim. Herdado desde os tempos de ponta direita no time infantil de futebol da minha cidade, o centenário Esporte Clube Operários Araritaguaba.


O apelido foi dado devido a minha pequena estatura e também pela ligeireza e destreza nos dribles, difícil de ser marcado pelos adversários.


Aliás, era difícil de encontrar um time de futebol que não tivesse jogadores conhecidos pelos apelidos. Antes era o Frangão, Vermeio, Zóio, Coró, Ventania, Boneca, Maciste, entre tantos outros. Sem incluir os famosos Pelé, Garrincha e Tostão.


Atualmente os jogadores tem que ser chamado pelo nome e geralmente composto, como Cristiano Ronaldo, Leonel Messi, Neymar Junior. São alguns exemplos.


Apelidos não eram exclusividade do meio esportivo, na minha cidade pessoas eram conhecidas por eles. Tinha o Tonhão Queijo, o Luiz Égua, o João Bocó, o João Faz Tudo e o Sansão Se Deus Quiser.


Esse último era um marceneiro que dificilmente cumpria o prazo de entrega das encomendas. Quando cobrado respondia prontamente: Se Deus quiser amanhã tá pronto! Daí veio o apelido.


Dizem que existiu um tal de Mané Preguiça, que não gostava de fazer nada na vida. Um preguiçoso nato. Conta-se que acabou morrendo de fome por preguiça de se alimentar.

No dia acompanhando o enterro, dois compadres conversam sobre o motivo da morte, quando um deles falou que, se tivesse sido informado antes, teria doado um saco de arroz para o defunto.


Nesse momento dizem que o defunto se levantou no caixão e perguntou:

- O arroz está limpo ou está com casca?

Com a afirmativa do doador que o arroz ainda estava com casca, o defunto preguiçoso arrematou:

- Segue o enterro!!!

Brincadeira a parte, no fundo o apelido reflete sobre a personalidade do dono.

Somos o que fazemos e não o que pensamos!


Isso me leva a perguntar: Quem é você?


Em minhas palestras, para ajudar as pessoas a encontrarem essa resposta, abordo as três maneiras de como podemos ser vistos, para isso uso o exemplo da mandioquinha.

Embora seja conhecido como mandioquinha, esse legume em algumas regiões do Brasil, também é chamado de batata-baroa ou de cenourinha-branca. Três nomes para identificar um único legume.


Quando se trata de saber quem você é, existe três maneiras de como podemos ser definidos:

1) Quem você pensa que é.

2) Quem os outros pensam que você é.

3) Quem realmente você é.


Independente de tudo e de todos a opção 3 é o que interessa.

Não importa o que você ou outras pessoas pensam ou mesmo te rotulam, por que o que te define não é aquilo que você fala, mas aquilo que faz.


É o que verdadeiramente te define.


Seremos sempre lembrados pelas nossas ações. Jesus e Pilatos foram protagonistas numa mesma história. Jesus é lembrado pelas suas atitudes de amor e Pilatos pela sua atitude de omissão.


Suas atitudes te definirão. É assim que serás lembrado, mesmo quando não fizer parte desse mundo.


Guarde essa verdade: Não existe ninguém igual e tão precioso como você.


Então quem é você?


Num universo de mais de 7,8 bilhões de pessoas você é alguém que Deus criou, único e especial, para fazer a diferença nesse mundo.


Faça acontecer. Agora é com você. Atitude é tudo.


Pense nisso e viva isso!


Eduardo Martinez | Dr. Motivação, é CEO da TOP Training - Treinamentos e Palestras, palestrante Motivacional, escritor, Especialista em Gestão de Pessoas e colunista do portal Gente Mais.



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