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Reflexões sobre a Segurança Psicológica nas Equipes

Atualizado: 24 de out. de 2022

Neste mundo do trabalho do século XXI, a única fonte de vantagem competitiva vem das pessoas, vem da interpretação dos diferentes aspectos e perspectivas que cada um da equipe pode oferecer sobre os cenários do mercado. Vem de integrar estas diferentes visões para encontrar os caminhos para encantar os clientes, simplificar os processos e encontrar as formas de utilizar as soluções tecnológicas da melhor forma.


O grande ponto é que as pessoas irão oferecer o que tem de melhor somente se perceberem que a sua perspectiva será respeitada e acolhida. A segurança psicológica tem a ver com um ambiente em que as pessoas se sentem confortáveis para expressaram as suas opiniões e compartilharem suas experiências. Uma atmosfera onde todos tenham a segurança para se expor e colocar suas ideias.


O termo “segurança psicológica” foi cunhado pela Dra. Amy Edmondson, professora de Harvard, e de acordo com ela “é uma crença compartilhada pelos membros de uma equipe de que a equipe é segura para a tomada de riscos interpessoais”.


Cabe à liderança da equipe conhecer cada integrante, seus anseios, paixões, crenças e competências para poder avaliar qual o nível de segurança psicológica é necessário para cada situação. Se pudéssemos medir a segurança em uma escala de 0 a 10, um nível 7 pode ser suficiente para determinado grupo, mas pode ser baixo para outro, onde as pessoas viveram experiências menos auspiciosas com críticas, julgamentos e recriminações.


Alguns aspectos relevantes sobre a segurança psicológica são:

Me sinto apoiado(a) e valorizado(a)?

Sinto segurança para pedir ajuda, dar e receber feedback e falar sobre assuntos “difíceis”?

Eu sou aceito(a) como eu sou?

Me sinto confortável para trazer ideias e questionar o status quo?

Minhas opiniões e preferências são respeitadas e tenho liberdade para propor mudanças?

Tenho liberdade para tomar riscos, experimentar e aprender com os erros?


Não adianta contratar pessoas talentosas e buscar a diversidade nas equipes se estas pessoas não se sentem dispostos(as) a opinar e contribuir com as discussões e as tomadas de decisão. Devemos organizar os meios para oferecer às pessoas precisando para serem elas mesmas e poderem se expressar.


Octavio Alves Jr é Executivo Internacional, Treinador de Soft Skills, Especialista em Liderança, Professor MBA FGV, Podcaster e Colunista do Gente Mais Portal.

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